O Buda e o Cristianismo
Pensamentos: conhecer o outro é “nascer juntos”
“Talvez Buda seja o último com o qual o cristianismo deverá cimentar-se. Não há ainda ninguém que tenha dito qual é o seu significado dum ponto de vista cristão. Talvez Cristo não tenha tido só um percursor vindo do Antigo Testamento, João, o último profeta, mas também um que saia da cultura da antiguidade, Sócrates, e um terceiro, que pronunciou a palavra extrema da consciência religiosa oriental e da superação, Buda”.
Romano Guardini, “Il Signore”, Morcelliana, Brescia 2005, 404
“O diálogo com as culturas e com todas as tradições religiosas é uma exigência interna do cristianismo, que emerge quer da universalidade da sua mensagem, quer da catolicidade da Igreja enquanto tal. Na visão cristã, todos os homens foram criados por Deus à Sua imagem e semelhança, e em Jesus, o Filho encarnado, são todos chamados a entrar em comunhão perfeita com Deus e entre si. Não se exclui ninguém. Ir ao encontro do outro, diverso de nós, com espírito de amor e com interesse sincero é o que propõe e exige a fé cristã.
Na abertura ao outro, motivada pelo amor, conhece-se e reconhece-se com maior profundidade a Verdade, que o cristão identifica com Cristo, a plena revelação de Deus como Amor. Diz o poeta Paul Claudel que o conhecimento, a “connaisance”, é um “nascer juntos”, é co-naissance (co-nascimento): é renascer junto com o outro, com o qual nos encontramos, participando com maior consciência do Mistério da Vida, que nos contém e que se exprime em nós. O Conhecimento não se limita, portanto, a um plano cognitivo mas, num sentido bíblico, envolve a inteira existência e nasce do encontro, da comunhão de vida”.
Da intervenção feita durante a apresentação do volume “Encontrar-se no Amor. Uma leitura cristã de Nikkyo Niwano”, de Cinto Busquet, Roma, Dezembro de 2009
O card. Poupard é presidente emérito do Pontifício Conselho para a Cultura e para o Diálogo Inter-religioso


Sono molto contenta di sapere che c’é un libro che ci dona una lettura di Nikkio Niwano che aveva un incredibilemnte bello e proficuo rapporto con Chiara.
Mi piace tanto quel nessuno escluso!!! Ce lo ricordassimo sempre! Grazie per aver risvegliato una nuova apertura in me e forse in altri. Bello anche il rinascere insieme nella comunione di Claudel! Grazie,
Bella l’idea della conoscenza come “nascere insieme” perchè presuppone aver cancellato la nostra attuale vita culturale per essere vuoti per poter accogliere l’altro. È una grazia che chiediamo per intercessione di Chiara che è stata capace di viverla profondamente.
E’ bello seppur così lontani partecipare e vivere tutto quanto sta succedendo nel segno di “Asia Tour”. Grazie quindi a quanti lavorano perchè tutto questo si renda possibile. Trovo oltremodo coinvolgente il “diario fotografico” che aiuta, con un pizzico di fantasia, a ripercorrere e a “camminare” con Emmaus Giancarlo e tutti in questo meraviglioso viaggio asiatico.
Grazie!
Leggendo quanto riferite di Paul Claudel ho rivissuto l’esperienza di Gesù con Nicodemo …
Enrico.
Mi piace tantissimo l’idea della conoscenza come “nascere insieme”. questa “azione” racchiude il farsi vuoto e apre a nuovi orizzonti segnati dall’Amore. I Padri insegnavano che i “confini della Chiesa sono l’Amore”. Il dialogo con le altre Religioni non può che è dentro al comandamento dell’amore. Le informazioni, le immagini …ci fanno percorrere le vie dell’oriente … meraviglie dell’unità!